UM TEMPLO NO HIMALAIA RENASCE

Montanhas espetacularmente angulosas e áridas envolvem este mágico ex-reino budista. Adornando muros tipicamente tibetanos, incontáveis seixos talhados com mantras criam uma imagem perfeita. Bandeiras de preces coloridas tremulam sob a brisa da montanha como se pudessem assim espalhar pelo mundo suas mensagens espirituais. Rodas de oração giram em sentido horário, liberando mantras de dedicação de méritos. No interior dos templos, multiplicam-se os murais coloridos e as esculturas de bodisatvas.

 

Ladakh: Longe da grande civilização

A sociedade tradicional e notavelmente equilibrada do Ladakh tem muito a ensinar ao Ocidente em termos deconsciência ecológica. Embora muitos ladakhis não tenham dinheiro, suas casas tradicionais de tijolos de barro são grandes, confortáveis e autos suficientes com relação a combustível, laticínios e vegetais orgânicos. Tamanha autonomia é uma conquista incrível, dado o curto período de colheita e apouca terra arável desse deserto nas alturas, onde os valiosos reservatórios de água potável dependem da laboriosa canalização dos riachos formados pelo derretimento do gelo no topo das montanhas.

 

O templo precisa ser reformado

As dramáticas paredes montanhosas do entorno criam paisagens inesquecíveis,mas também lembram que o acesso à região só se dá por meio de caminhos tortuosos e altíssimos, completamente intransitáveis de outubro a maio. Em boa parte acima dos 3.000 m de altitude, Ladakh é o planalto mais alto da região da Caxemira. Situado mais de 1.000 km ao norte da capital Nova Déli, ele se estende do Himalaia às montanhas Kunlun e abrange a porção superior do Vale do Rio Indo. Antes um distrito do estado de Jammu e Caxemira, a região é administrada desde 1993 pelo Conselho de Desenvolvimento Autônomo de Ladakh, cuja autoridade política abrange as áreas de desenvolvimento econômico, saúde e uso da terra.

 

Salvar um patrimônio cultural

Um mosteiro budista tem como função ser um centro de adoração, meditação em  isolamento e ensino religioso. Situado cercade 100 km a oeste de Leh, o mosteiro de Wanla, com 700 anos de existência, está atualmente sob os cuidados de um mongedo mosteiro de Lamayuru. O templo de três andares se destaca por seus murais e esculturas de barro perfeitamente preservadas.

 

Reparo e Reforço do Telhado

Uma análise inicial mostrou que a área acima do nicho principal possuía espessura da base do teto ao topo do telhado – superior a um metro. Isso representava uma carga tremenda sobre as paredes e sobre a estrutura interna, de vigas de madeira. Por consequência, tanto as paredes quanto as vigas apresentavam severas rachaduras. Os telhados do templo tiveram que ser reformados. A relativa fragilidade estrutural do teto era particularmente problemática, como demonstravam os danos causados por infiltrações. Essa estrutura apoiava a camada mais espessa e pesada do telhado, e o principal objetivo dessa etapa da reforma foi encontraruma solução eficaz e esteticamente adequada para a questão.

 

A Solução

A chave para essa solução foi o uso de treliças leves pré-fabricadas, capazes de suportar cargas mais pesadas. Graças ao seu mecanismo de dobra, pudemos usá-las nas configurações A e V. Além da leveza, o fato de poderem ser acopladas umas com as outras também foi muito importante em termos de transporte e montagem. A segunda treliça (em formade "A") age como terça para os caibros do telhado novo. Com as treliças na posição correta, foram instaladas as vigas de suporte de carga e uma camada decorativa com pranchas de 3 cm de espessura. Um geotêxtil foi introduzido no acabamento decorativo para prevenir eventuais problemas de condensação secundária. As juntas da membranapolimérica do teto foram coladas e, porcima de tudo, foram aplicadas duas camadas de barro. Dois eficientes suportesprovisórios impediram que o teto rachasse até que as treliças fossem estabilizadas e parafusadas na posição correta, aliviando a carga sobre a moldura do teto. A Sika Áustria forneceu Sarnafil® TG 66-18 para os procedimentos de renovação e fitas adesivas para a impermeabilização do telhado. Além disso, a Sika contribuiu com seu know-how sobre coberturas e impermeabilização para a pesquisa científica desenvolvida pelo Dr. Wolfgang Heusgen, membro do projeto.