01/05/2024

Iniciativa tem por objetivo contribuir com a redução do número de aterros no País aumentando as taxas de reciclagem dentro das próprias fábricas

O Brasil enfrenta desafios significativos relacionados à destinação de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). Segundo os dados mais recentes da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), a produção anual de RSU no País foi de 77,1 milhões de toneladas. Do total coletado (cerca de 93%), 61% foram enviados para aterros sanitários e 39% para áreas de disposição inadequadas (os populares “lixões”), gerando problemas ambientais e de saúde pública. 

Com o objetivo de contribuir para a mitigação desse problema, a Sika Brasil, subsidiária da Sika, líder global em produtos químicos para a construção civil e indústria automobilística, pretende aumentar de 53% para 70% sua taxa de reciclagem até o fim deste ano e zerar, a médio prazo, o envio de resíduos sólidos para aterros sanitários em todas as suas operações no País.

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O projeto, intitulado “Caminhada para Aterro Zero”, foi implementado em duas fábricas da Sika no Brasil - Osasco (onde fica a sede administrativa) e em Lençóis Paulista - mas a meta é expandir para outras plantas da empresa no País.

“Encaminhávamos nossos resíduos para aterros, e enxergamos uma oportunidade de contribuir com a redução do número de aterros aumentando a nossa taxa de reciclagem. Saltamos de 44% em 2022 para 53% em 2023, e para 2024 pretendemos atingir 70%. A meta é alcançar 100% de taxa de reciclagem em alguns anos, o que refletirá em zero resíduo encaminhado para aterros”, explica Kelly Santos, gerente de SGI e Meio Ambiente da Sika Brasil. 

Para atingir esses objetivos, o projeto se desenvolve em várias frentes. Em Osasco, por exemplo, a Sika Brasil implementou dentro de sua fábrica a compostagem de resíduos orgânicos. Em 2023, a empresa conseguiu compostar 6 das 22 toneladas de resíduos orgânicos gerados naquele ano, reduzindo em 30% o volume enviado para aterros. Em 2024, a companhia conseguirá compostar 100%.

Na mesma fábrica, a Sika adotou o coprocessamento de resíduos, enviando-os para tratamento em fornos de produção de cimento. Esse processo permite reaproveitar os resíduos em outro contexto, reduzindo a necessidade de aterros e outros métodos de tratamento externo. No ano passado, a fábrica de Osasco gerou 669 toneladas de resíduos, e 403 toneladas - cerca de 60% - do total, foram recicladas por meio de coprocessamento ou compostagem.

Caminha para aterro zero

Já na planta de Lençóis Paulista, os resíduos que seriam descartados são destinados à reciclagem por meio de parceria com a ONG ADEFILP, que trabalha pela integração e inclusão de pessoas com deficiência física e que tem parte de sua renda gerada pela reciclagem. Desde 2014, a Sika já doou mais de 500 toneladas de resíduos para essa iniciativa. 

Além disso, a Sika Brasil participa da eureciclo, que certifica, por meio de um selo impresso nas embalagens, empresas que reciclam embalagens pós-consumo. A empresa já recicla 30% e compensou mais de 2.500 toneladas de resíduos, o suficiente para preencher uma piscina olímpica.

“Estamos comprometidos com o crescimento sustentável e seguimos um modelo de economia circular que gera rentabilidade por meio da gestão eficiente de resíduos. Melhorar a eficiência através da aplicação desses princípios circulares em nossa cadeia de valor tem sido fundamental para carminharmos em direção à pegada zero de carbono. Estamos empenhados em prevenir o desperdício e garantir a gestão ideal de resíduos. O projeto ‘Caminhada para Aterro Zero’ reflete esse compromisso”, afirma Kelly Santos.